Publicado por: otaodabiologia | 31/07/2009

Climatologia – uma área da ciência em construção

Quando ouvimos falar em Aquecimento Global, Mudanças Climáticas e outros do gênero, nos atemos ao fato de que a informações estão sendo divulgadas por cientistas e, portanto, devemos crer que seja verdade. Não, não devemos, principalmente no que tange a aspectos complexos como o clima terrestre.

O que aumenta ainda mais a veracidade das informações climáticas, aparentemente, é o fato de elas são testadas em simuladores, geralmente supercomputadores com um poder de processamento do qual o usuário doméstico de um pc não tem a menor ideia do que seja. Entretanto, o supercomputador, seja ele qual for, só funciona devido ao software desenvolvido para ele e, por meio dele, irá realizar todos os cálculos e mostrar os resultados. Agora, e se o software estiver errado, ou ao menos, incompleto, impedindo que todas as possibilidades sejam testadas?

Não se trata de apenas desfechar um ataque direto aos programadores. Trata-se, na verdade, de demonstrar que os simuladores ainda não são capazes de reproduzir a realidade, mesmo que tenha sido programado pelos melhores programadores do mundo. Simulações em computadores tentam reproduzir os eventos que ocorrem na natureza. Para simular os eventos naturais, o computador necessita de todas as variáveis naturais, com a maior precisão possível (Teoria do Caos e Complexidade). O que ocorre é que não temos conhecimento de todas as variáveis que podem influenciar o clima na Terra e, muito menos, uma precisão absoluta daquilo que não conhecemos.

A climatologia é uma área do conhecimento extremamente recente e está dando apenas os seus primeiros passos na tentativa de cover_naturecompreender como o clima terrestre funciona. Exemplo da falta de conhecimento de dados que deveriam alimentar os computadores em suas simulações foi a publicação na revista científica Nature, em 30 de julho desse ano, de um novo modelo matemático que quantifica a importância da movimentação dos seres vivos, desde o fitoplâncton até os maiores mamíferos marinhos, para a mistura das águas dos oceanos que, em última instância, é de vital importância para o clima terrestre. Segundo os autores, os modelos climáticos deverão ser recalibrados, o que nos faz analisar até que ponto os modelos climáticos catastróficos são realmente confiáveis.

Segundo o estudo, o qual é assinado por Kakani Katija e John Dabiri, o movimento dos seres vivos no fundo do mar gera tanta energia quanto as marés ou os ventos que sopram nos oceanos. Em números, esses seres vivos geram cerca de 1 trilhão de watts. Só para efeito de comparação, em todo o mundo são consumidos 14 trilhões de watts por ano.

Acredito que simulações em computadores, por mais avançadas e complexas que estejam, ainda estão em fase embrionária devido à falta de dados a serem carregados de forma a garantir resultados mais próximos da realidade. O clima é mais complexo do que podemos imaginar.

Antonio Carlos Martinho Junior

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Responses

  1. oi, passei pra conhecer seu blog, e desejar boa tarde
    bjsss

    aguardo sua visita 🙂

  2. Nossa, muito foda isso… muito interessante esse dado da movimentação dos animais. Realmente nós somos completamente arcaicos nessa área de previsões.


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