Publicado por: otaodabiologia | 19/06/2009

Temperatura média da Terra?

No artigo anterior (A farsa do aquecimento global – uma breve introdução) fiz um breve levantamento das evidências que demonstram não haver relação entre o CO2 e o aquecimento global. Entretanto, não detalhei tais evidência de forma a não comprometer o formato do texto. Agora, darei início a uma linguagem mais técnica, que se utilizará de conhecimentos básicos da leitura e interpretação de gráficos. Recomendo a todos que façam uma leitura pormenorizada do texto, acompanhando as relações entre o conteúdo apresentado nos gráficos e no texto.

Temperatura média terrestre

A principal evidência que me causa repulsa ao ver sendo apresentada como prova de um possível aquecimento global é o “aumento da temperatura média da Terra”. Ao se trabalhar com valores médios, tenta-se substituir uma grade quantidade de valores por apenas um, o qual responderia por todos os outros. Para ser bem didático, imaginemos as notas bimestrais de um grupo de 4 diferentes alunos:tabela_notas

Para aqueles que não se lembram, a média é calculada dividindo-se a soma de todos os valores pela quantidade de números somados. Aqui, no caso, temos que a média é a soma das notas apresentadas em cada bimestre dividida por 4. Note que todos os alunos possuem média igual a 5. Será que esse valor corresponde a realidade de cada aluno?

Para Joãozinho, a média corresponde perfeitamente ao seu desempenho escolar, pois todas as suas notas foram iguais a 5. Para Tibúrcio, a média 5 representa razoavelmente o seu desempenho, mesmo tendo tirado duas notas 4, ele se recuperou tirando duas notas 6. Já para Jackson Alberto, a média 5 já começa a não representar a realidade tão bem. Agora, para Infelizberto, a média 5 sai completamente da sua realidade, pois poderíamos fazer os seguintes questionamentos:

  • Se ele tirou 10 no primeiro bimestre e 9 no quarto bimestre, qual  a explicação para as notas apresentadas no primeiro e terceiro bimestres (0 e 1 respectivamente)?
  • Será que Infelizberto é um aluno brilhante mas teve problemas pessoais, por exemplo, no primeiro e terceiros bimestres?
  • Será que Infelizberto é um péssimo aluno e colou nos segundo e quarto bimestres, logo após saber suas notas anteriores?

Esse é um dos problemas em se trabalhar com valores médios. E é exatamente por isso que existe algo  na estatística chamado desvio padrão. Assim, ao compararmos diferentes médias, quanto maior for o desvio padrão, maior será a variação interna dos valores. Nesse caso, o desvio padrão das notas de Joãozinho é igual a 0 (não houve variação dos valores) e o de Infelizberto é 5,23. Como as médias são as mesmas para todos os alunos, não é necessário utilizar o Coeficiente de Variação (este somente é utilizado para comparar desvios padrões de amostras com médias diferentes).

Agora, tomemos o planeta Terra, onde a temperatura chega a atingir -60oC no Ártico durante o inverno e o deserto do Saara, o qual enfrenta temperaturas de aproximadamente 60oC. Os dados disponíveis mostram que a temperatura média da Terra à superfície é aproximadamente igual a 15oC (HAMILTON, 1997). Assim, com as temperaturas variando 120oC naturalmente na Terra, como poderíamos qualificar uma temperatura média da Terra e, ainda por cima, acreditar que um aumento igual a 4oC seria tão drástico? Uma das maiores autoridades no assunto, o Dr. Bjarne Andresen, professor do Niels Bohr Institute da Universidade de Copenhague, compara a temperatura média da Terra com um número de telefone que é um valor médio de todos os números de uma lista telefônica, ou seja, é um valor inútil para qualquer coisa.

Para não ir muito longe, basta olhar as diferenças de temperatura encontradas dentro de uma cidade como São Paulo. Outro dia, dentro da USP, observei que o termômetro marcava 22oC e, próximo a Av. Paulista, o termômetro marcava 25oC. Mesmo se descontarmos os possíveis erros de calibragem, assumindo um erro de ±0,5oC, ainda temos que a menor variação existente é igual a 2oC dentro de uma distância de poucos quilômetros. Obviamente, a Av. Paulista deverá apresentar uma temperatura maior devido ao efeito estufa localizado, o qual é causado pela presença de grandes edifícios de concreto, que retém o calor liberado pelo intenso tráfego de automóveis no local.

Além disso, basta comparar as temperaturas instantâneas de duas cidades que possuem a mesma latitude ou de latitudes próximas, como São Paulo e Campos do Jordão (diferença de aproximadamente 1 grau). Tal diferença se dá não somente pela influência do efeito estufa localizado devido ao concreto e automóveis, dá-se também pelas diferenças geográficas existentes entre elas.

Dentro desses preceitos, nem mesmo a melhor análise estatística (lembre-se que a Estatística é a arte de mentir com os números!) demonstraria que uma temperatura média para a Terra seria algo digno de confiança, pois qualquer que seja seu valor, o seu desvio padrão será demasiadamente elevado.

O correto seria verificar a variação da temperatura em microrregiões (pequenas áreas) e traçar uma temperatura média anual para essa microrregião. Mesmo assim, teríamos variações naturais constantes, pois diversos outros fatores alteram a temperatura terrestre, como a própria atividade solar. Outra informação importante e que deve ser levada em consideração é que nos últimos anos a temperatura da Terra vem diminuindo, contradizendo totalmente o previsto pela teoria do Aquecimento Global, mas esse tema eu discutirei em um artigo específico.

A variação natural da temperatura terrestre e as variações das concentrações de CO2 serão o tema do próximo artigo. Até mais!

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Referências Bibliográficas

HAMILTON, C. J. Introdução à Terra. Disponível em <http://www.if.ufrgs.br/ast/solar/portug/earth.htm&gt;

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Responses

  1. oiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii


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