Publicado por: otaodabiologia | 22/04/2009

A biologia e o desarmamento

Durante o decorrer da evolução diversos tipos de instintos foram, e continuam sendo, selecionados positivamente. O instinto pela reprodução, pela alimentação e de defesa permitem que todas as espécies continuem a existir.

Hoje desejo dedicar meus esforços sobre apenas um desses instintos: o instinto de defesa. Todo animal (incluindo os seres humanos) possuem tal instinto, e tal fato fica evidente pelas alterações fisiológicas causadas por um susto, por exemplo.

Diante uma situação de perigo, sentimos nosso coração bater mais acelerado, nossa pele fica branca, os pelos eriçam, nossas pupilas desarmamento03dilatam-se, sentimos um friozinho na barriga. Todos esses eventos são causados pela ação do hormônio adrenalina, o qual é lançado na corrente sanguínea em grande quantidade quando nos encontramos nessa situação.

Para ser um pouco mais específico, a adrenalina é literalmente o hormônio do “instinto de sobrevivência”, seja para a luta ou para a fuga.  Ela é produzida na medula da glândula supra-renal e imediatamente lançada na corrente sanguínea durante uma situação de stress. Qualquer que seja a sua escolha (luta ou fuga), você necessariamente irá precisar de duas coisas: energia e informações sobre o meio. O papel da adrenalina é ampliar exatamente a demanda de energia e o fluxo de informações.

A adrenalina age sobre o sistema nervoso autônomo de maneira eficaz. Ela atua sob o sistema cardíaco aumentando os batimentos e causando vaso-constrição periférica. Esses dois eventos têm como função aumentar a demanda de sangue (consequentemente de O2 e glicose) para os músculos. Além disso, ao propiciar a dilatação das pupilas, a adrenalina promove o aumento do campo visual do animal.

Entretanto, o ser humano vem se escondendo atrás da tecnologia (aplica-se aqui os costumes trazidos por ela) de tal forma que algumas pessoas acreditam que instinto é algo irracional, algo pertencente somente a sociedades não evoluídas. Passam a acreditar em um senso de justiça que não existe, como no caso do Brasil, e acabam por ficar cegos diante da sua própria natureza.

No ano de 2005 tentou-se aprovar um estatuto por meio de um referendo popular que visava o desarmamento da população brasileira. Caso tal estatuto fosse aprovado e sancionado pelo então presidente da república, estaríamos negando o direito a própria defesa, algo inerente a natureza humana. Estaríamos negando nosso próprio direito à sobreviência

Os argumentos contra e a favor ao desarmamento foram os mais estapafúrdios incríveis, e alguns deles merecem ser relembrados.

  • A violência é causada pelas armas: essa é a minha preferida. Se a violência é devida ao fato da população possuir armas, por que os EUA, onde metade da população possui ao menos uma arma, não possui um índice de criminalidade, ou até mesmo de mortes causadas por armas de fogo, maior que o do Brasil? Pelo simples fato de que existe uma educação de qualidade nos EUA (ainda que abandonada nos últimos anos) e uma real expectativa de qualidade de vida do cidadão.
  • O governo deseja desarmar a população para dar um possível golpe e, assim, a população não teria forma de reagir: provavelmente essa saiu da mente de algum estudante imbecil gênio pertencente alguma “grande” universidade brasileira e, certamente, pertencente a área de humanas (dos quais muitos pararam no tempo). Mesmo se fosse proibida a venda de armas, obviamente ainda existiriam armas entre a população, ou você acha que bandido, ou candidatos a tal, entregariam suas armas? Ainda, obviamente que entrariam armas ilegalmente pela nossas super-protegidas fronteiras.

Por sorte, a maioria da população teve bom senso e não aceitou tal proposta. Ninguém pode ser privado da sua própria defesa, ainda mais em um país onde o sistema de segurança, o sistema judiciário e o sistema carcerários são meros coadjuvantes de uma sistema corrupto,  muitas vezes dirigido por diversos tipos de bandidos transvestidos de juízes, advogados, policiais e políticos.

 

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Responses

  1. Comparar a sociedade animal com a humana para, daí, lançar pressupostos sob a discussão do desarmamento humano é, no mínimo, surreal. Afirmar que andar armado é um direito de defesa é dizer que todos os seres humanos, desde o nascimento devem poder andar armados como se aquilo fosse um relógio ou celular. Coisas que qualquer criança que aprende a usar, pode der um. Dê uma arma para seu filho.


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