Publicado por: otaodabiologia | 11/11/2009

Ironia…

blackout2Ironias à parte, pouco mais de 1 hora depois de ser publicado o artigo “Por que acredita-se em aquecimento global?” na qual eu falava sobre a decadência do petróleo com suas consequências para a matriz energética de vários países, pudemos sentir na pele o que é ficar sem energia.

Embora nossa matriz energética seja basicamente hidrelétrica, o que não tem nada a ver com petróleo, o apagão de ontem (10/11/2009) deixou claro o que ocorre quando o fornecimento de energia simplesmente acaba, ou deixa de ser distribuído. Alguns “pequenos” problemas de imediato:

  • trânsito caótico devido ao desligamento dos semáforos;
  • acidentes de trânsito com vítimas devido não somente à ausência de semáforos, mas também pela escuridão das ruas;
  • assaltos a lojas, devido ao desligamento dos sistemas de alarmes das mesmas que não possuíam sistema de geradores próprios;
  • fechamento de postos de gasolina, pois para funcionar as bombas de combustíveis é preciso energia elétrica, além de precisar de energia para funcionar os sistemas de computadores e de pagamento por cartão de crédito;
  • transporte coletivo paralisado (trens e metrôs), além do recolhimento dos ônibus para as garagens devido à falta de segurança;
  • deterioração de alimentos em geladeiras domésticas e de supermercados que não possuem geradores próprios.

blackout

Agora imagine a situação de hospitais. Eles possuem geradores elétricos para caso de emergência como esse. Entretanto, esses geradores são movidos a combustíveis derivados do petróleo (gasolina, diesel, etc…). Se a energia demorasse demasiadamente para retornar e o combustível acabasse, não seria possível encher os tanques dos geradores, pois os postos de gasolina não funcionavam. Obviamente alguma outra medida de emergência seria tomada a fim de evitar danos mais graves, mas certamente nem todos os hospitais seriam contemplados de emergência, colocando em risco a vida de pacientes internados em UTI, por exemplo.

Publicado por: otaodabiologia | 10/11/2009

Por que acredita-se em aquecimento global?

Após inúmeros artigos lidos, livros revirados e, principalmente,  muita, muita reflexão, ainda me questiono sobre o seguinte fato: se não há algo que prove realmente a existência de um aquecimento global antropogênico, se o clima terrestre sempre foi altamente variável, e se os dados que apontam para um aquecimento da Terra indicam um aquecimento natural devido a saída de uma pequena era do gelo, por que tamanho apelo científico, político e midiático para essa questão?

Sem dúvida, o apelo da mídia é o mais fácilmente compreensível: vende-se muito mais notícias de catástrofes e violência do que notícias pacíficas. E não é de se estranhar, pois cada dia que se passa me parece mais lógico que o povo necessita desse tipo de coisa para viver, é como se sua vida fosse chaquallhada diariamente. Enfim, defina-se como ópio do povo.

midia

Para ser sincero, quando vejo as imagens na TV sobre as alterações climáticas como tornados, enchentes, geleiras derretendo, chego quase a acreditar que o clima está entrando em colapso. Certamente, nenhuma dessas imagens estariam lá caso não existissem, por exemplo, celulares com câmera fotográfica. Acho que ninguém ainda parou para pensar que se um fazendeiro, ou um bóia-fria (nesse caso a diferença não importa, pois é provável que o celular do bóia-fria seja melhor do que o do fazendeiro, embora não possua crédito!), vissem um tornado no interior de Santa Catarina 8 anos atrás, essa notícia não estaria nos notíciários, pois a chance dele ser filmado era realmente muito pequena. Hoje, qualquer pessoa possui um celular com câmera digital, existem milhões de câmeras de segurança espalhadas pelas cidades e, como consequência desse fato, eventos climáticos que sempre ocorreram em lugares isolados agora podem ser filmados e espalhados por todo o planeta em questão de segundos. Quem possui um celular com conexão 3G sabe que não é necessário mais do que 1 minuto para colocar um vídeo ou foto na internet. Os furos de reportagem foram substituídos por aparelhos que custam menos de R$ 500,00 e que muitas vezes são oferecidos gratuitamente.

Por conseguinte, fica fácil entender o apelo político, ou pelo menos de parte dos políticos. Se por um lado a mídia consome as massas, persuadindo-a a crer no caos climático, politicamente é fácil analisar a importância para a manutenção do poder ou ascensão ao mesmo. Hoje, a cor vermelha da antiga bandeira comunista é cada vez mais verde. Não que esse seja o único aspecto a ser levado em consideração sob essa óptica, muito pelo contrário. Existem muitas forças por trás da vontade volátil de salvar o planeta, mesmo porque o planeta está em ótima forma, visto que já passou por inúmeros eventos nos quais, provavelmente, nenhum ser vivo sobreviveria. Se há alguém com problema, certamente esse alguém é o ser humano.

Na verdade, não necessariamente estamos lidando com um comunismo mascarado sob a bandeira ambientalista. Todo e qualquer polítco da atualidade, seja lá qual for sua ideologia, abraça a bandeira verde de modo a se promover, de modo a adquirir o apoio da massa mal informada. Por isso, não é de se estranhar que o apoio à questão ambientalista seja um dos principais pontos das camapnhas políticas de muitos candidatos, principalemnte daqueles que concorrem a presidência.

Cientificamente falando, nunca se viu um volume de recursos financeiros para a área ambiental tão grande para pesquisa científica como se vê agora. Para quem não sabe, pesquisa científica necessita de investimentos altíssimos, haja visto que um freezer que chega a -80ºC, utilizado para preservar amostras biológicas, por exemplo, custa por volta de R$ 80.000,00. Sem recursos, como se poderia, por exemplo, publicar um artigo num periódico online e deixa-lo fullpaper para qualquer usuário, se esse tipo de publicação custa por volta de € 1.000,00? Já tentou imaginar o valor de equipamentos que utlizam tecnologia de ponta? E não se esqueça que sobre esses valores deve-se calcular todos os custos da importação. Que fique aqui registrado: cientistas não são totalmente imparciais.

Deixando-se de lado os interesses da mídia, dos políticos e dos próprios cientistas, o que realmente está acontecendo para que ocorra tamanha mobilização mundial?

Particularmente, acredito que uma questão muito mais importante para a sobrevivência do ser humano esteja por trás de tudo que se ouve falar. Qualquer ser dotado de um cérebro sabe que a economia mundial está baseada na utilização de recursos fósseis não renováveis (petróleo). Entretanto, alguns poucos sabem que esse recurso está em via de extinção. Estimativas afirmam que ainda haverá petróleo para no máximo mais 40 anos. Isso significa que teremos que desenvolver tecnologia para geração de energia em pouquíssimo tempo (acredite: 40 anos é bem pouco tempo para substituir uma fonte de energia mundial de forma completa). Terminando o petróleo, não é somente os combustíveis que irão desaparecer. Tintas, solventes, piche (asfalto), gás de cozinha, plásticos (embora este último já possua substitutos renováveis – descoberta tupiniquim!) e muitos outros irão desaparecer junto.

Se temos apenas (ou menos) de 40 anos para desenvolver novas fontes de energia, como poderíamos fazê-lo? Como convencer os países a investir pesadamente em pesquisa científica e desenvolvimento sem um risco iminente? Obviamente, ao manipular a ignorância da maior parte da população mundial por meio do medo, obtém-se um resultado muito mais rápido e efetivo, pois as pessoas somente mudam seus hábitos quando sentem-se ameaçadas, quando não já sem escolha. Queria ver você tomar banho frio, em pleno inverno, ao acordar, pois não há energia elétrica (isso seria um realidade para países que não possuem uma matriz energética com recuros hídricos). Dentro de alguns anos iremos ver o preço que pagamos por um mentira.

Entretato, existe um lado bom nisso tudo: empregos são gerados, novos produtos são lançados, o mercado de informática avança assustadoramente desenvolvendo processadores de altíssimo desempenho com um consumo de energia nunca imaginado… Enfim, a economia anda majestosamente. Exemplo claro disso é o lançamento do carro Volt, da GM (EUA). O investimento de milhões de dóares em breve terá um retorno gigantesco. Afinal, quem não quer ajudar a “salvar o planeta”?

gm-volt

Este novo carro é capaz de percorrer aproximadamente 64 quilômetros somente com energia elétrica armazenada em uma bateria de íons de lítio. Parece pouco, mas é o suficiente para ir e voltar ao trabalho sem abastecer. Quando a bateria estiver perto do fim, o motor a gasolina é ativado, recarregando-a. Isso permite que o Volt tenha um rendimento equivalente a 97,7 Km/L, o que joga a emissão de CO2 lá  embaixo. Esse novo sonho de consumo estará disponível em 2010 (alguns protótipos já estão rodando nas ruas dos EUA há alguns anos).

Se temos uma grande mentira, vamos aproveitar os frutos positivos dela!

Publicado por: otaodabiologia | 06/11/2009

Projeções climáticas em supercomputadores

Muitos fatores podem dar crédito a uma pesquisa científica. Certamente, o recurso humano é o mais importante deles, ou seja, em outras palavras, os pesquisadores envolvidos devem possuir um curriculum profissional extremamente grande e, não obstante, não possuir marcas negativas de caráter.

Como já visto em artigos anteriores, não existe o menor consenso científico sobre o Aquecimento Global Antropogênico. Vimos também que o IPCC (Intergovernametal Panel on Climate Changes) é formada por uma equipe multidiscipliar (físicos, químicos, biólogos, geólogos, políticos, etc.), possuindo pouquísssimos climatologistas em si, mesmo porque a climatologia é um área da ciência extremamente recente. Para complicar ainda mais, além de recente, os eventos climatológicos seguem a Teoria do Caos e Complexidade, em que pequenos eventos podem produzir resultados altamente significativos, sendo o inverso também verdadeiro.

Para validar a ideia de Aquecimento Global Antropogênico, as previsão apresental pelo IPCC são realizadas em supercomputadores. Lógico, qualquer um daria validade a resultados obtidos em maquininhas que custam alguns bilhões de dólares. Mas afinal, será que um supercomputador demonstra a verdade dos fatos?

A resposta é NÃO. Computadores são máquinas burras, cuja única função é automatizar processos. Eles fazem o que mandam eles fazerem. E sabe por que posso afirmar isso? Pois além de biólogo (e pesquisador), estou cursando uma segunda graduação, dessa vez na área de informática (Análise e Desenvolvimento de Sistemas) e, portanto, consigo fluir sem muita dificuldade entre as duas áreas.

Enquanto escrevo este artigo, o supercomputador mais veloz do mundo é o RoadRunner, fabricado pela IBM e que atua na área de pesquisas energéticas nos EUA. Ele possui 1.059 petaflops/s, o que em linguagem humana significa que ele faz mais de 1 quatrilhão de cálculos por segundo. E qual é a diferença entre ele e o computador da sua casa? Além da velocidade de cálculo, mais nenhuma. O que você mandar ele fazer, ele faz, só que bem mais rápido. O que leva 1 segundo nele, no seu computador levaria uns 3 meses (com ele funcionando 24/7 – 24 horas por dia, 7 dias por semana).

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Em informática, diz-se que seu resultado é dependente do que você coloca em seu computador: se você coloca porcaria, recebe porcaria como resultado. Se coloca dados corretos, recebe dados corretos. Portanto, de nada adiantam as previsões para 2100, pois o problema não é o computador, mas sim a qualidade e veracidade dos dados inseridos nele.

De qualquer forma, perceba o quão ilusória é a ideia de previsões climáticas para o planeta para 2100: não se consegue fazer previsões 100% corretas para chuvas em uma dada região dentro de um período tão curto como 2 semanas. Percebe algo de errado? Eu percebo muitas.

Até a próxima.

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